Quando as pessoas se tornaram tão vazias, preenchidas de nada e vislumbradas por aparência? Quando deixaram de sentir e passaram a se comportar de maneira robótica? Quando todos os valores reais se extinguiram e em seu lugar posto o princípio da objetificação?
O mundo já não é mais o mesmo e com isso sua totalidade; houve um tempo que sentir, tocar e viver incríveis aventuras eram não só desejo, e sim uma realidade. Hoje é impossível se ter qualquer afeto, anseio de trocar sentimento com outrem.
Quando as pessoas se tornaram efêmeras e desgastadas, atuantes em uma rotina metódica e implicantes de que a felicidade deve apenas permanecer em fotos ou por trás de retratos emoldurados, ou mesmo no supérfluo das redes sociais?
Quando laços foram rompidos e a vontade de querer, querer bem se esvaiu?
No vão apenas a dor e o rancor sucumbindo cada espaço do âmago e cada boa lembrança destroçada, até restar nenhuma dúvida que não há tanta bondade invicta nesse espaço.
Quando no ressoar de tantas perguntas nenhuma resposta fora dada?
É com o fim de talvez, um talvez e apenas as incertezas construídas nesse novo, novo mundo nem um pouco ideal, mas extremamente deturpado, não feito para os que sentem, amam e demonstram por intensidade seus anseios e sentimentos.
E sim o tempo, tempo,tempo grande mediador da vida passará, mas as lições ensinadas ao longo dessa trajetória de indagações e caos ininterrupto serão aprendidas por poucos capazes de enxergar além. Pouquíssimos desejosos por mudanças e verdades.

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