A cólera da escrita



Enquanto escrevia apressadamente, mas de maneira sorrateira. Envolta de ideias e sobretudo devaneios. Exercia em meio as palavras meu papel como mãe, o alimentava de amor, esperança e além de tudo coragem.

Enquanto no texto exposto à minha frente eu impulsionava meu corpo para mostrar as facetas escondidas dentro de mim em cada frase ali acrescida. Cumpria um trabalho árduo de mãe o de envolver nos beijos e abraços quem tão pequeno e indefeso consegue enxergar um horizonte à vista.

Enquanto dos sinônimos e pensadores iam aparecendo, esgotava-se minhas energias e o cansaço se tornava aparente. Meu dever como mãe ressoava benevolente: apenas continue, e sua face meu filho de forma acolhedora aparecia.

Enquanto o texto que escrevia chegava ao fim tive a ideia de registrar esse momento intenso vivido juntos, então tratei de escrever esses quatro parágrafos. E já era noite quando minha dualidade como mulher e mãe finalmente se via alcançada com sucesso.


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