Autor: Nelson Rodrigues
Veículo: Revista Manchete (1958)
Gênero: Crônica Esportiva
Livro: À Sombra das Chuteiras Imortais (1993)
Estado: São Paulo
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 51-52
Idioma: Português
Primeiramente o texto: “Complexo de
vira-latas” do autor Nelson Rodrigues foi publicado na revista Manchete esportiva,
em 1958, e republicado no livro: À sombra
das chuteiras imortais em 1993.E dedica-se a última crônica antes da estreia
da seleção brasileira na Copa de 1958, que foi a primeira vencida pelo Brasil. Nelson
mantinha uma coluna chamada “Personagem da semana”, o que explica muito do
texto.
O gênero literário crônica é um
texto vinculado essencialmente em jornais e tem como função produzir um relato
do cotidiano. Geralmente considerado como um gênero menor, a crônica vai dos
detalhes do dia a dia aos dramas humanos. Especificamente, a crônica esportiva
nem sempre apresenta uma abordagem técnica. O que se destaca nesse gênero é a
análise. E através dessa análise, o cronista pode selecionar um aspecto que
pode ser uma pessoa ou um fato e aborda-lo de forma subjetiva.
A crônica de Nelson Rodrigues pode
ser dividida em três momentos:
Na introdução: Um fato do cotidiano.
Na introdução: Um fato do cotidiano.
* O texto foi escrito em primeira pessoa;
* Nelson Rodrigues começou a discussão a partir de um
tema trivial, quase frívolo: Jogos de Futebol. E atribui as discussões a
lugares do cotidiano, como bares e botecos;
* O autor também estabelece uma relação de proximidade com o leitor como pode ser observado no início do segundo parágrafo, na palavra: "amigos";
* O autor também estabelece uma relação de proximidade com o leitor como pode ser observado no início do segundo parágrafo, na palavra: "amigos";
* Ele constrói relações intertextuais que não se
perpetua através do tempo.Entretanto,o texto continua compreensível.
Ampliação: O fato do dia a dia é ampliado para a análise das desventuras humanas.
* No sexto parágrafo, no trecho: “complexo de
vira-latas”, o autor amplia a discussão de um mero campeonato de futebol e
disserta sobre o caráter do povo brasileiro;
* Usa termos típicos da psicologia.
* Usa termos típicos da psicologia.
Redução/Conclusão: Retorno ao fato cotidiano.
* No final, o autor retorna à discussão sobre futebol;
* Ao invés de descrever a situação, o autor a analisa,
como no trecho: “por um motivo muito simples”.
A princípio, desde o período colonial existiu uma forma de relação social de produção que foi utilizada até o império, conhecida como escravidão. Os escravos desempenhavam vários tipos de trabalhos como por exemplo na produção açucareira, e eles eram constituídos por negros e indígenas.
Ao
passo que os portugueses chegaram ao Brasil em 22 de abril de 1500, os únicos
povos que encontraram por aqui foram os indígenas, ameríndios que viviam em
tribos e subsistiam da caça, pesca e agricultura. Eles não possuíam instruções
e nem a religião cristã dos colonizadores que logo subjugaram sua cultura,
fazendo com que os povos ao longo dos anos fossem perdendo sua identidade e aderindo
ao modo de vida europeu que lhe era imposto.
Posteriormente, em meados de 1539,
chegaram os primeiros escravos negros no Brasil, no qual, foram utilizados de
forma escravocrata pelos seus senhores, e os índios foram substituídos por
serem considerados preguiçosos.
A história do Brasil é o resultado da miscigenação de diversos grupos étnicos que influenciam direta e indiretamente na formação da população brasileira e de sua cultura fundamental. O Brasileiro desde os primórdios guardou em seu âmago a sensação de sempre ser o conquistado, ao invés de conquistador. E não há nada em nosso DNA que nos torne menos capaz, mas por vezes nos comportamos como tal. Acabamos por achar que a cultura do outro país é superior à nossa. A nação ao qual os brasileiros pertencem é jovem se comparada a outras, e, não obstante, ainda nos comportamos como os povos indígenas ao se olharem no espelho pela primeira vez, não nos reconhecemos.
A história do Brasil é o resultado da miscigenação de diversos grupos étnicos que influenciam direta e indiretamente na formação da população brasileira e de sua cultura fundamental. O Brasileiro desde os primórdios guardou em seu âmago a sensação de sempre ser o conquistado, ao invés de conquistador. E não há nada em nosso DNA que nos torne menos capaz, mas por vezes nos comportamos como tal. Acabamos por achar que a cultura do outro país é superior à nossa. A nação ao qual os brasileiros pertencem é jovem se comparada a outras, e, não obstante, ainda nos comportamos como os povos indígenas ao se olharem no espelho pela primeira vez, não nos reconhecemos.

Amei, uma explicação bem objetiva e bastante coerente com o que há no texto, ótima escolha de imagem
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