Século XXI enfim chegara e com essa nova era a falta da real mudança esperada perante a sociedade. Impregnado de misoginia, machismo, sexismo com o sistema voltado para o patriarcado a mulher ela ainda sufoca à margem, acorrentada pelo sexo oposto e ofuscada pela tirania dos homens brancos elitizados que não só compõem, mas manobra as rédias desse corpo social desconstruído. É dessa forma com uma representação cada vez mais violenta que encontramos uma luta incensante da mulher , de não apenas um teto para chamar de seu, mas ancorar uma luta igual e mostrar sua representação, tanto quanto necessária no formato minimizado de equidade.
O sistema capitalista não só cria uma luta de classe, como citado por Karl Marx e Friedrich Engels em seus escritos, porém uma distinção dentro desse próprio conflito, conhecido como uma luta de gênero. Ao colocar a visão crítica do conceito Marxista, para o âmbito social, é concebível ver o quanto a mulher ela tem imposto para si um papel não fundamental ou decisivo, todavia uma personificação de um fragmento sem significância alguma, tornando-se apenas um entusiasmo para seus companheiros se sentirem viril e fortes perante aos olhos de quem os observa. O capitalismo ele não só trás essa instabilidade em volta da camada socio-econômica, como seu pressuposto é inserido em uma falta de educação generalizada dentro da estrutura familiar. Hoje muito bem caracterizado socialmente.
Quando partimos da perspectiva de que há em um certo momento da história, bem logo no início, uma dominação dos machos para com as fêmeas. Observamos que não existe uma linha tênue separando as mulheres das demais espécies femininas do reino animal. O formato de tratamento é o mesmo, o homem (masculino, macho) sempre à frente agindo do mesmo modo covarde nos dois determinados segmentos. Ao olhar fixamente e criticamente é possível delimitar tarefas onde ambas as espécies de mesmo sexo (ou opostos) sofrem com o intuito de servir, de estar ali apenas para cumprir sua tarefa de oferecer e nunca conjuntamente construir um trabalho moldado no cooperativismo. A história é enganosa nunca houve simbiose no trabalho e luta entre o homem e a mulher, ou o homem e os demais animais, infelizmente sua matiz tem o abuso ostensivamente amostra. Importante então citar o modelo de ecofeminismo trazendo uma ruptura letal com essa hegemonia, criando assim um lugar harmônico, onde é possível ver o estilo de dominação caindo, alterando totalmente a paisagem deturpada da atualidade e efetivando novas maneiras de se viver bem com a natureza, animais e humanos.
Entretanto enquanto estivermos envolto desse manto do conservadorismo moralizante, onde este cria uma atmosfera favorável de preconceito, ódio e desprezo, será impossível estruturar uma justa e igualitária transformação. A tentativa falha de todos os dias tentar correr atrás do tempo perdido histórico, cultural, político, social é desestimulante e por vezes frustante, é de viver para tentar, e não alcançar objetivo algum. É de chegar a ver o quanto esse obscurantismo é latente dentro das estruturas de sociedade,tendo entre as próprias mulheres aquelas contra os movimentos ou crítica ao encorajamento de tantas outras. Acrescentando nesse momento enquanto força enfraquecida o preconceito instalado e delimitado na opinião das pessoas, portanto, é possível ver dados crescentes exponencialmente de feminicídio, motivada por essa corrosão ostensiva contra o corpo, a mente e no que é ser mulher. Infelizmente não há nenhum medida efetiva para cessar essa onda de crimilinalidade contra a vida.
A mulher do século XXI muito alcançou, lutou e fortaleceu. Hoje ela representa a esperança, a mudança ou até mesmo o começo das revoluções. Mas ainda tem um caminho longo para ser conquistado e tomado como seu no mundo opressor. Que os novos tempos sejam formados e não superados, importante ensinar a essa nova geração com os erros do passado para não mais repeti-los e se chegar na notória renovação.

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